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Autarquias criam aplicacoes em conjunto

by Nicolas Bossut last modified 2008-05-28 16:48

Cerca de 55 organizações públicas provenientes da Europa, América do Sul e do Norte e África participam, actualmente, no projecto PloneGov, uma iniciativa internacional que visa desenvolver, em conjunto, aplicações de software open source que respondam às necessidades específicas dessas entidades.

Source : Ines Belo Rocha, Autarquias criam aplicacoes em conjunto, in www.igov.org

Portal do PloneGovEm 2007, o PloneGov foi galadoardo com o prémio mais importante de França relativo a projectos open source, designado «Grand Prix du jury des Lutèce d'Or 2007», com o «Good Practice Label», do ePractice.eu e foi um dos finalistas dos Prémios europeus de eGovernment na Conferência de Lisboa.

O projecto, gerido pela Zea Partners, uma rede sem fins lucrativos de pequenas e médias empresas (PME) que criam soluções em open source, «pretende criar uma plataforma de iniciativas de eGovernement e partilhar informação, boas práticas e software», explica o portal da iniciativa.

Um factor chave de sucesso deste projecto deve-se, de acordo com Joel Lambillotte, gestor de TI da cidade belga Sambreville, à sua «dimensão humana». Existem encontros mensais de alguns dias, designados pela comunidade Plone como «sprints», que são frequentados pela maioria dos membros. Durante estes encontros, os membros têm a oportunidade de se conhecerem e desenvolver uma nova solução, de uma forma mais interactiva e rápida.

O inicio

Participantes do workshop onde foi criado o PloneGovCriado a 1 de Junho de 2007, o PloneGov resulta da junção de três comunidades online de eGovernment baseadas em Plone: Communesplone, uma iniciativa que promove o software colaborativo entre governos locais na Belgica, UdalPlone, que cobre a região basca de Espanha e PloneGov.ch, da Suíça.

A união destas três comunidades online foi decidida durante o primeiro workshop internacional de eGovernement baseado em Plone, a 31 de Maio e 1 de Junho de 2007, promovido por Xavier Heymans, CEO da Zea Partners, que pôs em contacto os membros de várias organizações, em diferentes países.

Nesta reunião, os funcionários do sector público juntaram-se para sondar o software existente e as colaborações possíveis, decidindo que a melhor solução seria juntarem-se num único projecto internacional, que lhes permitisse aumentar a colaboração e os benefícios proporcionados pelo eGovernment.

A Junho de 2007, uma quarta comunidade Plone aderiu ao projecto, o Bungeni, um sistema de informação legislativa e parlamentar que permite criar, gerir, consolidar e publicar documentos para os parlamentos. Desde então, muitos outros projectos aderiram ao PloneGov.

Plataforma

A comunidade PloneGov corre através da plataforma Plone, um sistema de gestão de conteúdos e «groupware» em open source, disponível em 40 línguas, que funciona em cima do servidor Zope, especializado na criação de soluções virtuais. Joel Lambrillotte refere que estas duas tecnologias permitem aos membros do PloneGov ter um espaço online gratuito e flexível, onde podem facilmente interagir e construir ferramentas. «O Plone torna muito mais fácil e rápido criar um website. Todas as funções estão no Zope, mas o Plone deixa-as aceder mais facilmente. O Zope, por outro lado, providencia várias funcionalidades, como a segurança», explica o gestor de TI belga.

Resultados

Site da autarquia belga Sambreville criado com soluções da PloneGov Ao todo, foram criadas e disponibilizadas, através do PloneGov, 16 ferramentas digitais, aplicáveis tanto ao governo central e local como a parlamentos ou outras organizações. Entre estas, constam um módulo para pedir documentos administrativos na Internet, um directório de negócios, um módulo de certificação através de um eID Card ou portais como o do município belga de Sambreville.

Cada solução foi desenvolvida para responder a um determinado desafio ou problema avançado por um organismo público, sendo flexível o suficiente para se adaptar a outras realidades. Estas soluções estão disponíveis, em open source, no portal do projecto, divididas em três categorias diferentes, relativas ao cidadão, internas e gerais, onde os membros podem descarregar livremente o código de cada aplicação e desenvolvê-la, disponibilizando, em seguida, essas actualizações no portal.

«A partir desta colaboração, todos podem reutilizar os códigos existentes e aplicar o seu esforço para desenvolver novas aplicações. Existem grandes economias de escala para todos», explica Xavier Haymans. O CEO da Zea Partners acredita que as vantagens da reutilização do código são maiores que as possíveis dificuldades criadas pela gestão de culturas e línguas diferentes. «Existem muitas possibilidades para a colaboração. Em alguns casos é preciso adaptar a ferramenta para se adequar aos processos de outro país, mas, pelo menos, já se tem uma aplicação como ponto de partida», sublinha.

Joel Lambillote acrescenta que as entidades públicas aderentes ao PloneGov passam a gastar o seu orçamento de TI em pessoal e serviços, em vez de licenças de software, necessárias à aquisição de soluções proprietárias, tornando as PME locais em adaptadoras de aplicações para uma determinada entidade, desenvolvendo novas funcionalidades e formando os programadores e utilizadores dessa nova solução.

Paises cujas administrações públicas estão envolvidas no projectoActualmente, estão em curso mais três projectos colaborativos, nomeadamente o Open GOV, um ecosistema de software colaborativo avançado pela cidade norte-americana de Newport News, o PloneMeeting, aplicação que permite às autoridades locais ou regionais gerir e registar as suas reuniões oficiais, e o POD (Python Open Document), um programa que gera documentos, dinamicamente, nos formatos ODT, PDF, DOC e RFT.

Desafios para o futuro

A Zea Partners planeia expandir o projecto PloneGov a outros países e projectos de eGovernment. O crescimento do PloneGov, no entanto, criou um debate entre os membros do projecto, sobre se o grupo deveria ter uma estrutura legal. «Se for criada esta estrutura, a política poderá ter um papel maior» que os objectivos iniciais do projecto, teme Joel Lambillote.

Por outro lado, Xavier Heymans frisa que é preciso uma maior coodernação entre os países, de modo a que as sinergias possam ser plenamente exploradas, o que requer financiamento, «cuja maioria do sector público está relutante em disponibilizar». Segundo o CEO da Zea Partners, com um modelo como o PloneGov, a maior parte dos custos advém da coordenação, pelo que, para crescer, pode tornar-se necessário ter num estrutura sólida e coordenadores técnicos em países diferentes, seja uma PME ou uma pessoa do sector público, de forma a assegurarem que as aplicações são adaptadas às necessidades dos governos que participam no projecto.


Fonte: «Network Effects Plone for Belgium and beyond», um caso de estudo do Open Source Observatory and Repository (OSOR), incluído no projecto IDABC da Comissão Europeia

Projecto:

PloneGov

Entidade:

Zea Partners

Implementação:

1 de Junho de 2007

Parceiros:

55 autarquias de África, Europa e América

Contactos:

E-mail: [email protected] (Xavier Heymans, CEO da Zea Partners)

Source

http://www.zeapartners.org/press/pt/autarquias-criam-aplicacoes-em-conjunto